Novo estudo do IEMA aponta que cerca de 5 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à energia elétrica na Pan-Amazônia.

Novo estudo do IEMA aponta que cerca de 5 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à energia elétrica na Pan-Amazônia

A Rede Energia & Comunidades (REC) divulga a publicação do estudo “Políticas públicas e experiências de acesso à energia: da agenda internacional às soluções comunitárias na Pan-Amazônia”, lançado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), organização integrante da Rede.

O relatório reúne uma análise abrangente sobre os desafios da universalização do acesso à energia elétrica em territórios amazônicos dos nove países que compartilham o bioma Amazônia (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa). A pesquisa evidencia que, apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, aproximadamente 5 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à energia elétrica na Pan-Amazônia, realidade que afeta de forma desproporcional povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e outras populações tradicionais.

A publicação destaca que a exclusão energética permanece associada a desafios estruturais, como o isolamento geográfico, os elevados custos de infraestrutura e a dependência de combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo, apresenta evidências sobre o potencial de soluções descentralizadas de energia renovável, especialmente sistemas solares fotovoltaicos, microrredes e sistemas híbridos, para ampliar o acesso a serviços essenciais, fortalecer atividades produtivas locais e reduzir a utilização de diesel em comunidades remotas.

Além de revisar políticas públicas de diferentes países amazônicos, o estudo analisa experiências práticas implementadas ao longo de uma década, demonstrando que iniciativas construídas com participação comunitária podem gerar impactos positivos na qualidade de vida, na geração de renda e na autonomia dos territórios.

Entre as recomendações apresentadas, o relatório defende a consolidação do acesso à energia como uma política de Estado, com financiamento permanente, marcos regulatórios adequados para sistemas isolados, fortalecimento da governança comunitária e incorporação de critérios de justiça energética, equidade de gênero e sustentabilidade territorial.

Para a Rede Energia & Comunidades, a publicação reforça a urgência de colocar as populações amazônicas no centro das políticas energéticas, reconhecendo que o acesso à energia não se resume à infraestrutura, mas está diretamente relacionado à garantia de direitos, à permanência nos territórios e à construção de uma transição energética justa.

Acesse o estudo completo e conheça as recomendações para a universalização do acesso à energia na Pan-Amazônia.

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Carta dos Povos Indígenas Xinguanos sobre o Programa Luz para Todos

Carta dos Povos Indígenas Xinguanos sobre o Programa Luz para Todos

Documento é resultado do 1° Encontro de Monitoramento Social e Avaliação do Programa Luz para Todos

Carta dos Povos Indígenas Xinguanos sobre o Programa Luz para Todos é um documento construído de forma coletiva, que expressa preocupações, denúncias e proposições relacionadas ao acesso à energia elétrica nos territórios indígenas do Xingu. A carta foi elaborada como resultado do 1° Encontro de Monitoramento Social e Avaliação do Programa Luz para Todos (LpT) em Terras Indígenas, realizado entre os dias 26 e 28 de março de 2025 na Aldeia Khikhatxi – localizada na Terra Indígena Wawi, parte do Território Indígena do Xingu (TIX), no estado do Mato Grosso. 

Entre os temas abordados estão: falhas na implementação do LpT, dificuldades no acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), riscos à segurança das famílias, ausência de canais adequados de comunicação com as concessionárias e fragilidades na manutenção dos sistemas implantados. Além de denunciar essas problemáticas, a carta também propõe soluções, como a intensificação do diálogo entre as comunidades indígenas e as concessionárias, o fortalecimento dos canais de participação social e a adoção de medidas que garantam a manutenção contínua e adequada dos sistemas de energia nos territórios. 

Imagem de destaque: Tauan Alencar – Ministério de Minas e Energia (MME)

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Universalização do acesso à eletricidade no Brasil: avaliação dos SIGFIS e MIGDIS​

Universalização do acesso à eletricidade no Brasil: avaliação dos SIGFIS e MIGDIS

Estudo propõe melhorias e sugestões para avançar e aprimorar o cenário de acesso à eletricidade no Brasil

Este estudo, produzido pelo IEI Brasil em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), analisa os sistemas autônomos de geração instalados pelas distribuidoras de eletricidade para universalização do acesso à energia elétrica. A publicação traz uma avaliação atualizada dos sistemas autônomos individuais (SIGFI) ou minirredes (MIGDI), alimentados por fontes renováveis, instalados pelas distribuidoras. O estudo também traz análises sobre os principais desafios, barreiras e a percepção dos agentes envolvidos e impactados: consumidores, distribuidoras de energia elétrica e agência reguladora. A partir dos resultados encontrados, o estudo propõe melhorias e sugestões para avançar e aprimorar o cenário de acesso à eletricidade no Brasil.

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Sistemas fotovoltaicos na Amazônia Legal: avaliação e proposição de políticas públicas de universalização de energia elétrica e logística reversa

Sistemas fotovoltaicos na Amazônia Legal

Sistemas fotovoltaicos na Amazônia Legal: avaliação e proposição de políticas públicas de universalização de energia elétrica e logística reversa

Estudo indica quantos equipamentos são necessários para cumprir metas do Mais Luz para a Amazônia e qual a geração de resíduos

O estudo “Sistemas Fotovoltaicos na Amazônia Legal: avaliação e proposição de políticas públicas de universalização de energia elétrica e logística reversa”, lançado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) em maio de 2023, calculou quantos equipamentos (módulos fotovoltaicos e baterias) são necessários para cumprir as metas do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica na Amazônia Legal – Mais Luz para a Amazônia (MLA). A análise também estimou quando e quantos resíduos serão gerados, ressaltando a importância da administração adequada desse fluxo, principalmente, referente às baterias. Ao final, traz observações tendo em vista políticas públicas.

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Painéis solares na Amazônia Legal: os desafios da universalização

Painéis solares na Amazônia Legal: os desafios da universalização

Painéis solares na Amazônia Legal: os desafios da universalização

Infográfico apresenta dados sobre geração de energia e de resíduos via sistemas fotovoltaicos

O estudo “Sistemas Fotovoltaicos na Amazônia Legal: avaliação e proposição de políticas públicas de universalização de energia elétrica e logística reversa”, lançado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) em 2023, calculou quantos equipamentos (painéis solares e baterias) são necessários para cumprir as metas do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica na Amazônia Legal – Mais Luz para a Amazônia (MLA). A análise também ressalta a importância da administração adequada desse fluxo, principalmente, referente às baterias.

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