Rede Energia & Comunidades participa de formação de Agentes Comunitários de Energia na Amazônia ​

Rede Energia & Comunidades participa de formação de Agentes Comunitários de Energia na Amazônia

Entre os dias 1º e 5 de dezembro de 2025, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, sediou a etapa presencial da Formação Piloto de Agentes Comunitários de Energia (ACE), realizada no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), na comunidade do Carão. A iniciativa foi promovida pela Rede Conexão Povos da Floresta e reuniu comunitários indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos de diferentes territórios da região do Baixo Amazonas, no estado do Pará. 

Organizações da Rede Energia & Comunidades, que integram o Grupo de Trabalho de Energia do Conexão,  estiveram presentes por meio do WWF Brasil, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e do Projeto Saúde e Alegria (PSA), no desenvolvimento da formação e contribuindo para o fortalecimento das articulações entre comunidades, organizações da sociedade civil e atores técnicos do setor energético. As aulas presenciais foram precedidas por um ciclo de atividades formativas online, síncronas e assíncronas, que contou também com a participação do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), da International Energy Initiative Brasil (IEI-Brasil) e da Revolusolar, ampliando a base técnica e colaborativa do processo de capacitação.

O curso teve como objetivo central a capacitação de moradores dos próprios territórios para atuar como Agentes Comunitários de Energia – ACE, fortalecendo a autonomia comunitária na operação, gestão e manutenção de sistemas energéticos, especialmente de energia solar, em contextos de difícil acesso e de sistemas isolados. 

Esse momento sintetiza, igualmente, demandas identificadas ao longo dos Encontros de Monitoramento Energético realizados em 2025, organizados pela Rede Energia & Comunidades. Destacam-se os encontros realizados no território indígena Wawi, no Xingu (MT), em comunidades quilombolas de Abaetetuba (PA), incluindo Bom Remédio e Piratuba, e em comunidades extrativistas na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha de Canavieiras na Bahia. Nessas ocasiões, a formação comunitária em energia emergiu de forma recorrente como uma demanda estratégica, entendida pelas comunidades como condição necessária  para um acesso mais justo, digno e qualificado à energia elétrica. O fortalecimento das capacidades locais contribui para aprimorar a interlocução com as instituições responsáveis pela prestação do serviço público de energia, fortalecer a fiscalização social e assegurar a efetivação dos direitos das populações enquanto consumidoras reguladas.

Os diagnósticos construídos nesses encontros evidenciaram, ainda, a relevância de reconhecer e fortalecer os conhecimentos já existentes nas comunidades, ampliando suas capacidades técnicas e organizativas para lidar com os sistemas energéticos implantados nos territórios. Essa abordagem reduz dependências externas, aumenta a segurança de uso e promove maior sustentabilidade social, econômica e ambiental no acesso à energia elétrica. 

A Formação de Agentes Comunitários de Energia – ACE – realizada na Resex Tapajós-Arapiuns representou, nesse sentido, uma edição piloto fundamental para testar metodologias, conteúdos e arranjos institucionais, além de avaliar a viabilidade de um modelo replicável e escalável a ser internalizado no âmbito do Sandbox Regulatório – Projeto Energia da Floresta, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A Rede Energia & Comunidades avalia positivamente a iniciativa e reforça a expectativa de que, em 2026, novas edições possam ser realizadas, ampliando o alcance territorial e consolidando a formação comunitária como eixo estratégico da transição energética justa na Amazônia.

 
Fotos: João Albuquerque/acervo Conexões Povos da Floresta.

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A força dos territórios na Belém da COP30

SOB A LUZ DAS PORONGAS: A FORÇA DOS TERRITÓRIOS NA BELÉM DA COP30

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) aconteceu em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro de 2025, no coração da Amazônia. A escolha de realizar a Conferência nesse território, apesar dos debates e resistências que acompanharam o anúncio da sede, deslocou o eixo das decisões climáticas globais para uma região em que os impactos ambientais e as disputas territoriais, para além de abstrações diplomáticas, constituem experiências cotidianas vividas pelas populações locais e tradicionais.

Organizações e movimentos parceiros da Rede Energia & Comunidades estiveram presentes acompanhando a programação e as discussões da agenda climática pela cidade. A participação se deu na Zona Azul (Blue Zone), espaço das negociações formais entre as Partes, na Zona Verde (Green Zone), destinada a organizações e público geral, e em atividades paralelas realizadas em diversos pontos de Belém, reunindo instituições, pesquisadores, comunidades e representantes da sociedade civil. 

A cidade foi marcada pela presença expressiva de povos indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos, que ocuparam ruas, auditórios e espaços de diálogo para reivindicar participação efetiva nas decisões climáticas, reconhecimento de direitos territoriais e acesso digno à energia. Suas vozes reafirmaram que a transição energética não pode reproduzir dinâmicas de colonialidade ou impor soluções alheias aos modos de vida tradicionais, articulando mobilizações que evidenciaram a centralidade dos territórios e de seus povos na agenda climática global, com demandas que incluíram a implementação efetiva da consulta prévia e a proteção de territórios livres de contaminação e violência. 

Na Zona Azul, a rede acompanhou de perto as negociações do Programa de Trabalho de Transições Justas. O texto final acabou se tornando um dos resultados institucionais mais marcantes da COP30, uma vitória multilateral importante, ao abrir caminho para a criação de um Mecanismo de Transição Justa e incorporar uma das linguagens mais robustas em direitos já vistas em decisões da COP. A proposta de um Belém Action Mechanism para Transição Justa, apelidado de “BAM”, foi uma das principais bandeiras da sociedade civil antes e durante a conferência, articulada sobretudo pela rede global de organizações da sociedade civil Climate Action Network (CAN). No texto, as Partes concordam em desenvolver esse Mecanismo de Transição Justa para fortalecer a cooperação internacional, a assistência técnica, a capacitação e o compartilhamento de conhecimento em apoio a transições justas. Ele ainda não nasce com formato definido: até 2026, deverá ser detalhado para que possa ser operacionalizado na COP.

Manifestos liderados pela CAN dentro da zona azul pedindo pela implementação de um mecanismo de transição justa
Manifestos liderados pela CAN dentro da zona azul pedindo pela implementação de um mecanismo de transição justa.

A decisão também dá um passo importante ao reconhecer e exigir respeito aos direitos individuais e coletivos dos povos indígenas, incluindo sua autodeterminação e o direito ao consentimento livre, prévio e informado, conforme afirmado na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Também é um dos quatro textos aprovados na Conferência que menciona, pela primeira vez na história das COPs, “população afrodescendente” (people of African descent). É um reconhecimento histórico da relevância desse grupo no âmbito das mudanças climáticas, que nesse texto aparece tanto no sentido da importância de sua participação quanto do reconhecimento e promoção de seus direitos na construção de caminhos efetivos e inclusivos da transição justa. Há menção também  ao reconhecimento dos direitos humanos e trabalhistas, direito à saúde e à sustentabilidade ambiental, direitos de migrantes, crianças, pessoas com discapacidades, pessoas em situação de vulnerabilidade, bem como a equidade de gênero e intergeracional e o empoderamento de mulheres, como fundamentais na construção dos caminhos para a transição justa. É uma sinalização importante da transversalização das discussões sobre interseccionalidade no âmbito das transições justas.

O texto traz ainda uma linguagem histórica sobre a importância da cooperação internacional em financiamento e transferência de tecnologia, e chama atenção para as barreiras colocadas pelo endividamento e pelo espaço fiscal limitado dos países em desenvolvimento para implementar transições justas. Outro ponto central é o reconhecimento explícito de que o acesso universal, confiável e economicamente acessível à energia é peça-chave para trajetórias de transição justa definidas nacionalmente, sobretudo no enfrentamento da pobreza energética. Um marco que destaca que a transição justa não é apenas técnica ou de carbono, mas também sobre garantir que o acesso à energia de qualidade e acessível chegue a todas as pessoas. Ao mesmo tempo, o recuo na linguagem sobre a saída dos combustíveis fósseis e sobre cadeias mais justas de minerais críticos revela os limites políticos do acordo e os interesses em disputa em torno da transição justa.

Sala de negociações do Programa de Trabalho em Transição Justa

A Zona Azul, além de sediar as negociações oficiais da ONU, também foi espaço para a realização de eventos paralelos e especiais, que contaram com a participação de organizações que compõem a Rede para discutir o acesso das populações à energia. Um exemplo é o evento paralelo “Garantir resultados ambiciosos na COP e financiamento futuro para a justiça climática” (Securing ambitious COP outcomes and future finance for climate justice, no original em inglês). Realizado no dia 11, o evento contou com participantes de diversos países como França, África do Sul, Tuvalu (país da Polinésia) e Brasil, representado por Luti Guedes, da 350.org e Rede Energia & Comunidades. 

A Zona Verde, aberta à participação do público geral, teve uma programação com eventos, mesas de discussões e lançamentos de programas e estudos com temas como o acesso à energia nos territórios, que também contaram com a participação de organizações parceiras da Rede. No dia 14, por exemplo, houve mesa da Revolusolar sobre inovações do Brasil para o acesso universal à energia; no dia 17 foi lançado o Programa ARPA Comunidades pela WWF, Funbio e MMA; e, no dia 18, o Observatório do Marajó promoveu discussão sobre territórios tradicionais, justiça climática e compromissos ambientais. 

A Cúpula dos Povos, realizada entre os dias 12 e 16 de novembro na Universidade Federal do Pará (UFPA), foi mais um importante local de debate e mobilização em Belém. A Cúpula criou um espaço de discussão com programação própria para reunir organizações da sociedade civil e movimentos sociais e debater diversos temas, reunidos em eixos. Transição energética justa foi um dos eixos, com várias mesas de discussão que ligaram esse tema a assuntos como gênero e raça, os impactos das energias renováveis nos territórios, a visão dos trabalhadores, entre outros. No dia 14, “Transição Energética e Interseccionalidade” foi o tema de uma das sessões de diálogo, com a participação do Inesc, da Revolusolar e de movimentos sociais. 

Paralelamente às agendas oficiais, as ruas de Belém se tornaram palco de expressão política e cultural e reafirmaram a centralidade das populações tradicionais na construção de soluções climáticas, movimento que teve como um de seus marcos a Marcha das Porongas, organizada pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) em 12 de novembro. As porongas, lamparinas tradicionais usadas pelos seringueiros para percorrer os varadeiros na floresta, carregaram pelas ruas a simbologia da resistência, da memória e do papel decisivo das comunidades tradicionais na conservação ambiental, e na COP30 iluminaram Belém levadas por quase mil extrativistas, que caminharam coletivamente por justiça energética, proteção territorial e justiça climática, reiterando com força que nenhuma transição será verdadeiramente justa sem reconhecer a centralidade das comunidades que, há gerações, defendem e mantêm viva a floresta.

Marcha das Porongas, protagonizada por extrativistas de todo o Brasil, em Belém/PA.

No dia 15/11, ocorreu a Marcha Global pelo Clima, que também tomou as ruas de Belém. Iniciada no Mercado de São Brás, reuniu milhares de pessoas de diversos territórios, organizações e países. Povos indígenas, quilombolas, amazônidas e movimentos periféricos clamaram juntos pelo fim da era dos fósseis. Durante o percurso, realizaram atos performáticos de “enterro dos combustíveis fósseis”, pressionando, em especial, pela revisão da decisão recente do Governo Federal que autorizou a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, medida amplamente denunciada como contrária à justiça climática e à proteção socioambiental dos territórios amazônicos.

Marcha Global pelo Clima, Belém/PA, Novembro de 2025

Além dos espaços oficiais e marchas, Belém foi tomada por dezenas de “casas de organizações” distribuídas pela cidade. Esses espaços permitiram que comunidades, organizações da sociedade civil e atores internacionais pudessem se reunir fora das dinâmicas restritas da negociação formal. Foi nesse contexto que, em 16 de novembro, a Rede Energia & Comunidades promoveu um encontro na Casa das ONGs sobre acesso à energia e protagonismo territorial. A atividade reuniu parceiros, lideranças amazônicas e público interessado em um espaço de diálogo que reforçou a energia limpa e justa como fundamento da justiça social e climática.

Evento da Rede na Casa das ONGs, com o tema “Acesso à energia e justiça territorial

A COP30 deixou explícito que a justiça climática só se realiza quando reconhece os territórios como espaços de decisão e os povos que os habitam como sujeitos centrais da transição energética, e as mobilizações em Belém evidenciaram que garantir acesso digno à energia significa respeitar modos de vida, histórias e relações com a natureza. Nesse percurso, a Rede Energia & Comunidades esteve presente acompanhando negociações, marchas e reivindicações conduzidas pelos territórios e suas bases. O compromisso que emerge de Belém é transformar discurso em ação e participação em governança, assegurando que a transição energética seja construída com os povos da floresta e não sobre eles, sustentada por mecanismos de implementação que respeitem direitos, fortaleçam garantias territoriais e mantenham viva a centralidade das populações que historicamente protegem a floresta e sustentam o equilíbrio climático

Texto por:
Gabrielle Adabo
Julia Soares
Lígia Amoroso Galbiati
Kathlen Schneider
Vinicius Silva

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MME reforça diálogo com povos indígenas do Xingu e consolida avanços no Programa Luz para Todos​

MME reforça diálogo com povos indígenas do Xingu e consolida avanços no Programa Luz para Todos

Encontro de outubro marca nova etapa de interlocução entre o Ministério de Minas e Energia e as comunidades do Xingu

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, em outubro de 2025, um novo encontro com lideranças indígenas do Xingu para aprofundar o diálogo sobre a execução do Programa Luz para Todos (LpT). A reunião buscou avaliar os resultados das ações em andamento, identificar desafios técnicos e fortalecer a participação direta das comunidades na gestão do acesso à energia elétrica. 

A atividade contou com representantes do MME, da Eletronorte e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de lideranças de diferentes aldeias do território Xingu. Foram apresentados os avanços obtidos desde o Encontro de Monitoramento Social e Avaliação do Luz para Todos, realizado em março, e discutidas medidas para garantir maior qualidade e estabilidade no fornecimento de energia nas áreas atendidas. 

Entre os principais pontos debatidos estiveram a necessidade de formação técnica de moradores locais para manutenção dos sistemas, a atualização dos equipamentos instalados e o fortalecimento da comunicação permanente entre as comunidades e as instituições responsáveis pela execução do programa. 

A Rede Energia e Comunidades (REC) tem acompanhado de forma próxima esse processo, atuando como ponte entre comunidades, governo e concessionárias para assegurar que as demandas locais sejam incorporadas de forma efetiva. A participação da REC reforça o compromisso com a transparência, o controle social e a construção de soluções energéticas adaptadas às especificidades culturais e territoriais de cada povo. 

O encontro representa um avanço na consolidação de uma governança participativa no Programa Luz para Todos. As discussões realizadas no Xingu fortalecem a agenda de justiça energética defendida pela Rede Energia e Comunidades, que reconhece o acesso à energia como direito fundamental e como condição essencial para o desenvolvimento sustentável e autônomo dos territórios indígenas. 

Publicações anteriores da Rede, como “Encontro no Xingu discute acesso à energia em terras indígenas” e “Luz para Todos: povos indígenas do Xingu apresentam carta de recomendações ao MME”, já haviam destacado a relevância de manter o diálogo contínuo com as comunidades e de fortalecer os mecanismos de monitoramento social. A nova rodada de conversas promovida pelo MME reafirma esse compromisso e reforça a importância da cooperação interinstitucional e comunitária. 

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Indígenas do Xingu relatam falhas no Luz para Todos e cobram energia com dignidade

Indígenas do Xingu relatam falhas no Luz para Todos e cobram energia com dignidade

Relatos de comunidades do Xingu, divulgados pela Rede Energia e Comunidades, expõem os impactos das falhas técnicas e da ausência de diálogo na execução do programa Luz para Todos no Mato Grosso. A reportagem original da Agência Pública, “Luz para Todos: no Mato Grosso, indígenas enfrentam problemas”, serviu de base para ampliar o debate sobre o que a Rede vem chamando de injustiça energética: quando o acesso à energia é ofertado sem respeito às realidades locais e às formas de vida dos povos.

 

Para a Rede Energia e Comunidades, o caso do Xingu é um retrato do que tem sido visto em diversas regiões do país: políticas energéticas que não dialogam com as pessoas que deveriam beneficiar.

“A energia não é apenas um serviço técnico, é uma condição de dignidade. Quando ela chega sem escuta, sem cuidado e sem respeito, ela se torna uma forma de exclusão”, afirma o relatório produzido pela Rede.

 

A Rede tem atuado para fortalecer o controle social e a participação das comunidades na execução do Luz para Todos e de outros programas de acesso à energia, defendendo que nenhum projeto seja implantado sem o protagonismo dos povos e sem garantir segurança, sustentabilidade e autonomia.

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A Rede Energia & Comunidades é apoiadora da campanha Energia dos Povos!

A Rede Energia & Comunidades é apoiadora da campanha Energia dos Povos!

A Rede Energia & Comunidades é apoiadora da campanha Energia dos Povos, uma mobilização nacional que defende uma transição energética justa, ecológica e popular, com protagonismo das comunidades amazônicas e tradicionais!

Organizada por movimentos sociais, coletivos e organizações da sociedade civil, a campanha chama atenção para um paradoxo: a Amazônia, responsável por cerca de um terço da eletricidade do Brasil, ainda abriga mais de um milhão de pessoas sem acesso regular à energia.

Diante desse cenário, a Energia dos Povos propõe repensar o modelo energético brasileiro, colocando direitos humanos, justiça climática e inclusão no centro das políticas públicas. A iniciativa atua em três eixos:

  1. valorização de saberes e práticas locais sobre energia e território;
  2. articulação entre comunidades e lideranças em espaços nacionais e internacionais;
  3. incidência política para garantir que as vozes das populações amazônicas estejam nas decisões sobre o futuro energético do país.

A campanha também disponibiliza uma plataforma de mobilização que permite à sociedade pressionar o governo federal por um Plano de Transição Energética com metas claras — incluindo o fim da exploração de combustíveis fósseis na Amazônia e o acesso universal a energias renováveis.